Aumento de demanda e poucos navios. A estranha matemática dos Cruzeiros.

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Algo divertido acontece no Brasil. Apesar do aumento da procura e de passageiros embarcados em cruzeiros marítimos, a cada ano vemos menos navios em nossa costa.

Para a próxima temporada de cruzeiros 2013/2014, o Brasil contará em sua costa com 12 navios. O principal motivo apresentado pelas empresas são o alto custo dos impostos e a baixa infraestrutura portuária.

Ao analisar a carga tributária das empresas operadoras de cruzeiros marítimos e a infraestrutura, confirma-se que nosso solo tupiniquim esta bem longe de ter as condições favoráveis que países Europeus ou Norte Americanos oferecem, onde ficamos abaixo em qualidade e custo, inclusive contra pequenos países caribenhos. Isto é evidente no Porto de Santos, que mesmo sendo um dos principais do país, não possui estrutura para receber grandes quantidades de Navios, a logística de espera e embarque é precária e as próprias rodovias de acesso não dão conta da necessidade.

Mas, espanta a falta de acordo entre governo e empresas, principalmente sabendo que a procura por cruzeiros cresce 33% ao ano, gerando empregos e movimentando a economia nas cidades portuárias.

Apesar do crescimento contínuo, em 2010/2011 contávamos com 20 navios, 17 na de 2011/2012 e 15 na de 2012/2013.

No entanto, a diminuição de oferta de leitos associada à vontade de realizar tal modalidade de viagem e o próprio brasileiro ser acostumado a pagar caro por um produto, perceberemos o constante encarecimento da viagem, seguindo uma tendência oposta ao resto do planeta, onde facilmente vemos um cruzeiro de 7 dias no Caribe estar mais vantajoso financeiramente que um de curta temporada pela costa sudeste de São Paulo e Rio de Janeiro.

Se o governo brasileiro continuar não favorecendo o turismo marítimo, não investir em estrutura e as cias. marítimas continuarem a diminuir gradativamente a quantidade de navios em nossa costa, a modalidade continuará com preços não vantajosos comparados a outros mercados, causando um provável desaquecimento do setor e fazendo nosso país não atrativo ao turista, tanto nacional quanto internacional.

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Mestrando em Turismo pela Univali, Bacharel em Turismo pela USP, Pós-graduado em Administração pela FGV, com experiência em Planejamento de Eventos, Planejamento de Produtos Turísticos e Planejamento de Operações Turísticas, é idealizador do site e posta conteúdo para seus colegas todo domingo.

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