Passagens aéreas mais caras na Copa 2014

img_destaque

Os noticiários já informam: As passagens aéreas no período de jogos na Copa do Mundo FIFA 2014 estão até 6 vezes mais caras que em períodos idênticos, fora do evento.

Antes de mais nada, o preço abusivo é comum na economia brasileira. Com o carro mais caro do mundo, por exemplo, podemos supor que as empresas se aproveitam do Lucro Brasil para garantir ganhos astronômicos em relação a outras regiões. Aproveitando-se do mal inconsciente que todo preço alto é culpa de impostos (dito que se faz justificável, uma vez que 146 dias de trabalho representam o que o brasileiro perde de salário para os impostos), a população se sujeita a pagar por estes bens e serviços. No entanto, o imposto, neste caso das passagens, não é justificável.

Ora, uma vez que o imposto continua o mesmo e a expectativa de inflação é que esta seja menor que em 2013, temos que pensar nas “variáveis” que elevam os preços. Abaixo algumas informações:

  • O Brasileiro é acostumado a pagar muito caro por produtos, comparado a outros países – O crédito e o parcelamento ajudam;
  • Não é comum o histórico de boicote de produtos com presos abusivos, que geralmente obrigam a queda de preço;
  • O aumento da demanda por um produto ofertado gera o aumento de preço, uma vez que o lucro poderá ser maior;
  • Já existe o costume das empresas aéreas de aumentar os preços em eventos esperados, como Carnaval e Ano Novo;
  • Baixa concorrência no setor;
  • Não existe obrigação de controle de preços de passagens aéreas, conforme a ANAC já informou;
  • Os preços finais podem sofrer variação (ou não) quando estivermos no início de 2014, onde as empresas aéreas lançam novos preços baseados nas malhas aéreas que obtém permissão de operar.

Estes preços abusivos deveriam servir de lição para o governo brasileiro em rever as estratégias que adota quanto à entrada de novos concorrentes no setor aéreo e, principalmente, as políticas de controle de preços repassados ao consumidor. Por outro lado, as empresas aéreas deveriam avaliar se o perigo eminente do governo liberar a concorrência no setor vale a pena por poucos meses de lucro excessivo, uma vez que elas já são as grandes vilãs da inflação brasileira.

Infelizmente, o histórico brasileiro é que tudo ficará em descaso até o evento. Novamente, o acesso aos jogos e as viagens ficará restrito a um pequeno grupo de indivíduos endinheirados, afugentará turistas internacionais (que obviamente estranharão a grande diferença de preços, comparados aos de seus países) e deixarão a imagem do país, mais uma vez, manchada.

Comentar

comentários

Tagged with:     , , ,

About the author /


Mestrando em Turismo pela Univali, Bacharel em Turismo pela USP, Pós-graduado em Administração pela FGV, com experiência em Planejamento de Eventos, Planejamento de Produtos Turísticos e Planejamento de Operações Turísticas, é idealizador do site e posta conteúdo para seus colegas todo domingo.

Twitter